Cidades Sob Clichê Imagético: Imaginação Espacial e Experimentações em Poesias Visuais

Nome: Vitor Bessa Zacché
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 25/04/2014
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Antônio Carlos Queiroz Do Ó Filho Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Antônio Carlos Queiroz Do Ó Filho Orientador
Eduardo José Marandola Junior Examinador Externo
VALDELINO GONCALVES DOS SANTOS FILHO Examinador Interno

Resumo: Esse trabalho procurou caracterizar o clichê imagético, articulando-o a
exemplos relacionados às cidades provindas de pesquisas iconográficas realizadas
no Google Imagens, dando-se, a partir desse contexto, se deram as rasuras dos
clichês imagéticos por poesias visuais. A pesquisa iconográfica específica para a
palavra cidades direcionou o estudo viabilizando a constatação deste clichê, que,
por sua vez, foi enunciado como intermediador de imaginação espacial. As
constatações empíricas sobre esta temática fez a pesquisa ser conduzida a cinco
nomes de capitais brasileiras, que foram contrastadas com as imagens destas
cidades caracterizadas fora do clichê imagético, sendo o formato padrão e estático
da propagação das imagens foi o universo sobre o qual orbitou este estudo. Uma
vez realizadas as observações sobre esta temática, passou-se à discussão poética
referente às imagens captadas, e a partir de então foi feito um diálogo com artistas e
poetas ao ponto de se delimitar uma justificativa para que poesias visuais fossem
elaboradas rumando para outras grafias de mundo, passando, assim, a enfatizar
novas possibilidades, para essas imagens identificadas como clichês. Então, este
estudo visa possibilitar novas versões a serem produzidas sobre o mundo, optando
pela temática cidade para melhor categorizar e referenciar a pesquisa iconográfica,
direcionando a discussão acerca de espaços e paisagens urbanas. Para tanto,
foram adotados os autores Deleuze e Guatarri, articulando seus diálogos com
McLuhan e Watson, adentrando-se à dimensão do clichê e aparando-se na
iconografia Google e na sua configuração repetida que então passa a evidenciar as
características opostas das considerações elaboradas por Doreen Massey, para a
imaginação espacial em seu processo fluídico, e não engessado. Pensando nas
reverberações de dizeres que se contradizem dessas versões, a imaginação foi
evidenciada para além desses processos, atentando-se, assim, às obras poéticas e
artísticas de Manoel de Barros ou Valdelino Gonçalves, em que foram verificadas
possibilidades de abertura de canais de diálogos com tais clichês, com poesias
visuais, em um lançamento para a imaginação, rompendo-os. Em conclusão, foram
observadas possibilidades de construções poéticas como dizeres de uma Geografia
constituída no imaginário, mas que também possui suas significações perante a
realidade, formuladas em rupturas com o dizer totalizante, repetido e homogêneo.
Foram evidenciadas, então, essas características como contribuição aos estudos
que tangem à temática Geografia e Imagens, possibilitando novas reverberações
em universos de estudos para essa linha de pesquisa, que procura inovar nas
percepções sobre o entendimento das imagens como canal de construção dos
espaços geográficos de uma maneira geral.
Palavras-Chave: Clichê imagético, Imaginação Espacial, Poéticas

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