O ESPAÇO GEOGRÁFICO A PARTIR DO CONCEITO DE REPRESENTAÇÃO: Um olhar geográfico em torno da obra do filósofo cosmológico-metafísico, Arthur Schopenhauer, tendo como ponto de partida o conceito de representação

Nome: CAIO CHAGAS DE AGUIAR

Data de publicação: 13/03/2026

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
JOSIMAR MONTEIRO SANTOS Examinador Externo
PAULO CESAR SCARIM Presidente
ROBERTO GARCIA SIMOES Examinador Interno

Resumo: Este trabalho tem como objetivo aproximar o debate geográfico do sistema filosófico de
Arthur Schopenhauer, tendo como eixo principal o viés epistemológico da geografia e da
história do pensamento geográfico. A pesquisa adentra o campo da filosofia, especialmente a
filosofia da natureza e a teoria do conhecimento, buscando estabelecer um diálogo
interdisciplinar entre geografia e filosofia a partir de um tema ainda pouco explorado no
âmbito geográfico. Fundamentado em revisão bibliográfica e análise teórico-conceitual da
obra schopenhaueriana, o estudo toma os conceitos de Vontade e Representação como
categorias centrais para pensar a constituição qualitativa da realidade e suas implicações
espaciais. Argumenta-se que a filosofia de Schopenhauer oferece importantes contribuições
para a compreensão do espaço geográfico ao evidenciar as mediações existentes entre sujeito
e objeto, percepção e realidade, intuição e abstração. Nesse sentido, o espaço geográfico é
compreendido não apenas como materialidade objetiva, mas também como construção
representacional derivada das formas pelas quais os sujeitos percebem, interpretam e
experienciam o mundo. A investigação demonstra que temas como espacialidade, corpo,
percepção, conflitos, solidariedades, estética e causalidade podem ser reinterpretados à luz da
filosofia schopenhaueriana, ampliando as possibilidades analíticas da geografia
contemporânea. Apesar da significativa influência de Schopenhauer em diferentes campos do
conhecimento, constata-se sua reduzida presença no pensamento geográfico. Assim, o
trabalho busca contribuir para o aprofundamento epistemológico da geografia ao propor uma
aproximação entre o conceito schopenhaueriano de representação e a produção do espaço
geográfico. Conclui-se que a geografia, enquanto forma de interpretação do mundo,
constitui-se como uma representação de representações.

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