Horizonte Humanista e Fenomenologia na Geografia: o problema da assimilação humanista do pensamento de Martin Heidegger

Nome: Josimar Monteiro Santos
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 08/12/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Luis Carlos Tosta dos Reis Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Lucy Oliveira Freire Examinador Interno
Christian Jean-Marie Boudou Suplente Externo
Luis Carlos Tosta dos Reis Orientador

Resumo: Resumo da dissertação:
A pesquisa proposta se estabelece pela relação entre dois elementos básicos, por um lado o horizonte humanista na Geografia e, por outro lado, a fenomenologia. A articulação desses elementos na pesquisa proposta se dá através da problematização da leitura humanista dispensada ao pensamento de Heidegger no horizonte humanista da ciência geográfica. O objetivo geral da pesquisa consiste em ratificar que o pensamento de Heidegger é frontalmente incompatível com qualquer modalidade de Humanismo - a despeito do fato da própria constituição da Geografia humanista, na década de 1970, tenha se desenvolvido através da filiação à fenomenologia, destacando-se, nesse contexto, a referência expressa à obra de Heidegger. Esse objetivo se justifica quando se observa o estado da arte atual sobre o assunto na disciplina, na medida em que, não obstante a referida incompatibilidade já tenha sido trazida à tona no debate interno da ciência geográfica, de modo patente, desde meados da década de 1980, a requisição ao pensamento de Heidegger como matriz fenomenológica para a perspectiva humanista permaneceu se reproduzindo nas décadas subsequentes, como atestam publicações recentes que incidem na filiação ao filósofo para fomentar a perspectiva humanista na geografia. Trata-se de uma leitura particularmente recorrente nos rumos que, sobretudo a partir da década de 1990, se desenvolveu na pesquisa brasileira vinculada à Geografia humanista. Pretende-se, desse modo, contribuir à pesquisa geográfica sobre o assunto, evidenciando que a leitura humanista do filósofo tende a obstruir o propósito primordial que deveria conduzir a relação entre uma ciência particular, no caso a Geografia, e o pensamento de Heidegger, a saber: reabilitar a investigação sobre a fundamentação ontológica da respectiva ciência. Isso implicaria a necessidade do geógrafo assumir, antes de tudo, a analítica do ser-aí (exposta de modo paradigmático em Ser e Tempo) como fio condutor à investigação ontológica através da fenomenologia-hermenêutica de Heidegger, na medida em a referida analítica constitui, para o filósofo, a fonte da ontologia fundamental de onde todas as ontologias derivariam.

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