Análise Integrada da Vulnerabilidade Erosiva da Bacia Hidrográfica do Rio Duas Bocas (ES)

Nome: James Rafael Ulisses dos Santos
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 11/07/2016
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Eberval Marchioro Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Andre Luiz Nascentes Coelho Examinador Interno
Eberval Marchioro Orientador
Gilberto Fonseca Barroso Examinador Externo
Rodrigo Borrego Lorena Examinador Interno

Resumo: Este estudo teve como finalidade determinar a vulnerabilidade erosiva (VE), por meio de uma análise integrada da paisagem, na bacia hidrográfica rio Duas Bocas localizada entre os municípios de Santa Leopoldina e Cariacica, no Estado do Espirito, Brasil. A análise integrada levou em consideração os atributos naturais e antrópicos que compõem a paisagem, sendo-os: declividade, solos, uso e cobertura da terra e pluviosidade. Como objetivos foram verificadas as transformações ocorridas no uso e cobertura da terra para os anos de 1970, 2008 e 2012, que em associação com as variáveis supracitadas contribuiu para a caracterização da vulnerabilidade erosiva de 1970, 2008, 2012 e 2013. Como recursos metodológicos foi realizado levantamento bibliográfico em bancos de dissertações e teses e em revistas cientificas qualificadas sobre a temática, além de aquisição de dados cartográficos em órgãos oficiais do Estado, tais como: fotografias aéreas de 1970, imagens aéreas de 2008 e 2012, dados vetoriais e matriciais. O método adotado para a modelagem da vulnerabilidade erosiva foi o da fragilidade ambiental proposto por Ross (1994) e Amaral e Ross (2009), tendo por base o conceito de ecodinâmica de Tricart (1977). Nos resultados verificou-se que uso e cobertura da terra teve na classe de Mata Nativa um crescimento gradativo entre 1970 a 2012, devido, principalmente, à sua regeneração em áreas antes ocupadas por Macega, esta última que foi protagonista das maiores perdas; já em relação à classe de Pastagem perdeu área dentro da REBIO, mas apresentou um aumento na porção que compreende as planícies fluviais, a jusante da bacia. Nas classes de cultivos agrícolas, especificamente de Banana, não houve grandes mudanças, permanecendo ainda com maior concentração na parte central da área. Outra classe importante, mas que não apresentou uma evolução significativa, foi a de edificações, visto que o processo de expansão deu-se, praticamente, fora do perímetro da bacia. No que concerne a VE, o ano de 1970 apresentou uma predominância das classes baixa e muito baixa a jusante, e média e alta nas poções central e montante. O ano de 2008 também se assemelhou a 1970, pois as classes de VE muito baixa e baixa ocorreram a jusante, onde a média e alta também nas porções central e montante. Para 2012 as classes baixa e média se sobressaíram a jusante, e com predominância de média e alta na porção central, e a montante a classes média, sendo, portanto, o ano com o menor percentual de vulnerabilidade alta. Dessa maneira, 2013 foi o ano que apresentou as maiores discrepâncias na VE, com predominância para toda a bacia das classes média e alta, com exceção para a jusante, na parte que compreende a planície fluvial, que apresentou classe baixa. Contudo, o que determinou quais áreas tiveram maior ou menor vulnerabilidade erosiva foram as variáveis declividade, os solos o Uct e as precipitações de cada ano, exceto para 1970, que utilizou dados pluviométricos da normal climatológica.

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