NACIONAL-DESENVOLVIMENTISMO E POLÍTICAS TERRITORIAIS: OS TRANSPORTES TERRESTRES NO PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (1959-1969)
Nome: RAFAEL GONRING
Data de publicação: 28/05/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| CARLO EUGENIO NOGUEIRA | Presidente |
| CARLOS TEIXEIRA DE CAMPOS JUNIOR | Examinador Interno |
| FILIPE GIUSEPPE DAL BO RIBEIRO | Examinador Externo |
| GLAUCO BRUCE RODRIGUES | Examinador Externo |
| LUIZ CLAUDIO MOISES RIBEIRO | Examinador Interno |
Resumo: Este estudo se propõe a contextualizar, investigar e compreender fatos relativos à
importância dos transportes terrestres como política territorial para a inserção do Espírito
Santo no projeto desenvolvimentista brasileiro entre os anos de 1959 e 1969, um período
breve, mas de grande relevância para o crescimento capixaba. A hipótese principal
sustenta-se na ideia de que a integração do território estadual, realizada por meio da
construção da infraestrutura de transportes terrestres – rodoviário e ferroviário –
constituiu-se numa política territorial planejada para superar o tão propalado atraso de
desenvolvimento do Espírito Santo em relação a alguns estados brasileiros, em especial
os da região sudeste do país. Esta concepção de atraso e necessidade de desenvolvimento
configurou uma ideologia geográfica que influenciou a transformação econômica e
socioespacial do Espírito Santo. Para tanto, a apropriação produtiva do espaço – originada
da integração dos lugares por meio da infraestrutura de transportes terrestres – teria sido
projetada como solução para o problema do desenvolvimento econômico pelas classes
políticas e grupos econômicos capixabas, grandes interessados no sucesso de tal
empreitada, a qual gerou uma inédita associação entre Estado e iniciativa privada no
planejamento e na execução da produção do espaço geográfico espírito-santense no
período em análise e também nas décadas seguintes. A partir da mudança do perfil
econômico de um estado agrário-exportador para industrial-exportador, baseado
principalmente na instalação de grandes projetos industriais, o Espírito Santo mudou
então a sua realidade com desdobramentos econômicos a nível nacional a partir da década
de 1970, com reflexos socioeconômicos e espaciais marcantes nos decênios posteriores.
A partir das transformações ocorridas, o território espírito-santense passou a constituir
alternativa estratégica para a dinâmica do mercado interno e para o crescimento das
exportações brasileiras no contexto internacional.
